quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Promoção: Eu Quero Carmela e Lorenzo !


Olá pessoal! Finalmente venho por no ar a promoção de Carmela e Lorenzo.
A promoção vai ser realizada na pagina do facebook. E as regras são bem simples e todos os links necessários estão funcionando.
Link da promoção : Eu Quero Carmela e Lorenzo

O Rubens está escrevendo o segundo livro, que por enquanto ainda não tem nome. E para deixar vocês com aquele gostinho de quero mais e dar um certo incentivo para vocês participarem da promoção, lá vai um trechinho da continuação.

"A viagem foi linda, ocupávamos duas cadeiras na popa do barco, onde olhávamos o mar revolto e o luar. As telas e cavaletes nos acompanhavam durante estas noites, pois foram utilizadas como desculpas para uma viagem solitária e justificar nossos hábitos noturnos. Misturávamos as tintas óleo tentando reproduzir as cores azuis escuras e violáceas da noite no meio do mar, e os efeitos do aparecimento da lua. Os tons brancos e negros das nuvens que eram misturados em espirais precisavam ficar marcados em nossas memórias, pois como as ondas do mar estes se movimentavam, dificultando sua reprodução. Céu e mar pareciam espelhos um do outro, embalavam a embarcação e açoitavam nossa pele. Nosso amor iluminava minhas inspirações, e naquelas noites a paz nos visitou novamente, de forma que as tintas tomaram a tela de tecido bem tratado formando figuras incríveis. Reproduzir a espuma marinha e as rebentações de onda contra onda era um desafio que abracei com afinco, e para os olhos brilhantes de minha amada o venci primorosamente. A tripulação não se aproximava de nós, e o medo acompanhava-os na viagem. Histórias e lendas de fantasmas, monstros e mau agouro nos cercavam, juntamente com o olhar desconfiado dos marujos. Ouvíamos com nossos sentidos aguçados suas conversas, que eram reprimidas pelo capitão, em vão, diga-se de passagem. Mas isto não chegava a nos incomodar, porém; nós os incomodávamos. Nossos hábitos noturnos e as refeições que jogávamos pela vigia de nosso camarote eram seguidos de perto pelos marinheiros.Para nossa sorte, era uma época em que o mar era calmo e não fomos acometidos por nenhuma ressaca ou tempestade. Qualquer infortúnio que acontecesse poderia ser trágico, pois os marujos agarrados a crendices poderiam rebelar-se contra o capitão, e encontrariam em nossa presença as culpas por qualquer ameaça que sofrêssemos.
No ultimo entardecer antes de chegarmos a Gênova, saíamos de nosso camarote quando sentimos que o sol se pôs, e chegamos ao convés espaçoso estranhamente tomado pela tripulação. Com a proximidade do porto, a presença de grande numero de aves marinhas passou a fazer parte do final da viagem. Carmela olha a isto encantada, e diz que a imagem é digna de uma pintura. Toda a tripulação está no convés, olhando as grandes aves que circulam o navio.
- Todos a seus posto, seus imprestáveis! Vamos trabalhar agora! Vão, vão seus marinheiros de meia pataca! – esbravejou o capitão. Os tripulantes foram aos seus postos, e nos olhavam com desconfiança. O capitão é um homem experiente, de olhos cansados e queimados pelo sol que iluminava os mares durante os longos dias. Com uma educação pouco polida, ele aproximou-se de nós, tentando arrumar a gandola que já não servia em seu corpo roliço e deixava parte de sua barriga de fora. Ele veio falar-nos:
- Boa noite senhor, senhora. Esta é a ultima noite que passarão a bordo deste barco. Peço-lhes que perdoem meus marujos, pois são medrosos e ignorantes. Sei que na próxima noite, estarão descendo para terra firme, de forma que quero pedir-lhes desculpas pelo comportamento destes homens.
- Não se preocupe senhor, estaremos seguros, pode acreditar. Vejo que recebemos até a visita destes grandes pássaros, que vieram nos dar as boas vindas... – eu apontava para o céu, e Carmela acompanhava os movimentos de minha mão, maravilhada com a vida ao nosso redor, e me dava esperanças de que tudo iria melhorar. Eram momentos assim que me davam alento, pois seu sorriso mesmo que discreto, leve, alimentava minha alma, para que minha luta por ela não terminasse.
- São albatrozes senhor Lorenzo. São belas aves realmente, mas são sinal de mau agouro no mar. Acha que meus grumetes estavam reunidos no convés à toa? São homens rudes, que observam seus hábitos estranhos. Não sei se não gostam da comida, preparamos tudo que Ettiénne nos pediu, mas víamos vocês jogando a comida para o mar. Cinco dias, ou noites, ou sei lá, sem comer nada... O que pensam que conseguiriam colocar na cabeça de homens valentes, mas ao mesmo tempo tementes ás lendas e tradições do mar? Fiquem a vontade, mas por favor, não deem motivos para meu marujos ficarem mais assustados, sim? – eu olhei para trás, e os marinheiros tentavam desviar o olhar, mas eu os via nos observando, de soslaio.
- A noite está bonita, mas acho que olharemos as estrelas da vigia de nossa cabine, não se preocupe senhor. – eu não temia por nossa segurança, os marinheiros não conseguiriam nos fazer mal, mas pensei em Carmela, e tranquilidade era tudo o que eu desejava a ela agora. Recolhemo-nos, e levamos conosco nosso material, se a Arte surgisse naquela noite, seria na cabine pequena do navio, pela vigia.
Na outra noite, víamos o porto de Gênova a nossa frente, e em minutos desceríamos. Avistei as carroças que levariam nossas bagagens, acompanhadas de uma carruagem parecida com a que usamos para atravessar o interior da França.
Enquanto os marujos carregavam nossos pertences, descíamos pela ponte do navio, seguidos de um marinheiro, um negro, que derramava rum atrás de nós, como se fosse para limpar os locais por onde passássemos. O capitão olhava o ritual de seus funcionários com respeito, afinal, também era um temente ás lendas do mar. Outro marujo fazia o mesmo no grande convés, usando um esfregão para espalhar a bebida pelo madeirame. Depois que descemos da pequena ponte do navio pisando no porto, o marujo colocou a bebida na boca, e soprou-a pelo ar, como se quisesse esborrifa-la atrás de nós, colocando-nos em contato com um tipo de magia que jamais vimos antes. Os marujos voltariam para a França mais tranquilos, pois os agourentos já não estavam mais entre eles."
Espero que vocês tenham gostado e aguardo as participações. Beijos de La Fleur dy Lis!!!

Um comentário:

  1. Bruna!
    O livro é fabuloso.
    Desejo um final de semana cheio de luz e paz !!
    cheirinhos
    Rudy
    BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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